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Startup cria tecnologia para reabilitação de pacientes que sofreram AVC

Neurobots desenvolveu um exoesqueleto controlado pelo cérebro, foi premiada em três congressos de neurociência e recentemente passou pelo programa de aceleração Itaú Impact Tank





O acidente vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo, de acordo com a OMS. Cerca de 70% das pessoas que sofrem um derrame nunca retornam ao trabalho e 50% ficam dependentes de outras pessoas. Com o objetivo de oferecer um tratamento efetivo para esses pacientes, a startup de neuroengenharia Neurobots desenvolveu uma solução tecnológica para acelerar o tratamento de quem perdeu total ou parcialmente os movimentos das mãos em decorrência de um AVC.


A solução é basicamente um exoesqueleto, uma espécie de luva robótica, que é controlada pelo cérebro. Na prática, o paciente mentaliza o movimento da mão - ação conhecida como “chamada imagética motora” - e imagina como se estivesse movendo o membro afetado, mesmo que não consiga movimentá-lo.


A partir disso é gerada uma ativação cerebral do paciente, que é captada com o sensor e processada com o software, ambos da Neurobots. Ao identificar essa ativação, o exoesqueleto se move, abre e fecha a mão do paciente novamente, o que permite a promoção da neuroplasticidade, que é capacidade que o próprio cérebro tem de se reorganizar para restabelecer aquelas funções que haviam sido perdidas após o AVC.




Em um estudo realizado, em 2018, pela Neurobots, em parceira com a Universidade Federal de Pernambuco, revelou que os pacientes testados mostraram um ganho de 30% nos indicadores de mobilidade em duas semanas de terapia com o método deles. De acordo com a startup, basta 40 minutos de exercícios com o exoesqueleto por duas semanas para alterar as conexões neurais de forma permanente, estruturando uma nova via neural, que auxilia na recuperação da mão.


Julio Dantas, CEO da empresa, ainda explica que, além do bom resultado para os pacientes, a Neurobots oferece uma economia para área da saúde pública e para operadoras de saúde por auxiliar na redução do tempo de tratamento do paciente: alguns recebem alta com apenas dois meses de tratamento.


Premiada em três congressos de neurociência, a startup foi convidada a participar recentemente da aceleração Itaú Impact Tank, programa com foco em health techs com potencial de impacto positivo na sociedade, justamente por ser uma solução inovadora. Assista ao picth:



A Neurobots existe como empresa desde 2016, mas a ideia surgiu em 2014 quando Vitor Hazin, o CTO da startup, fez um intercâmbio para a University of Reading na Inglaterra. Lá ele começou a trabalhar com Interface Cérebro Máquina e desenvolveu, como projeto pessoal, um braço robótico controlado pelo cérebro. O time passou por alguns fomentos e premiações em 2017 que foram fundamentais para que pudessem montar uma equipe especializada e aprimorar a solução para o nível que possui hoje.


Como planos para o futuro, a empresa pretende lançar em outubro deste ano um aplicativo de tele reabilitação. O serviço terá soluções como: avaliação motora do paciente, protocolo de reabilitação montado por um profissional, agenda personalizada para cada paciente, atendimento online e relatórios de resultados da reabilitação.


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